Capitalismo Construtivo – tem mesmo de ser?

Capitalismo Construtivo – Tem mesmo de ser?

Tenho defendido, em posts anteriores, que devemos aprender e construtir um novo tipo de capitalismo (o capitalismo construtivo). Algumas pessoas concordarão comigo e com os autores e empreendedores de quem tenho falado e apresentado alguns dos seus trabalhos. Mas, quantos dos que dizem concordar vão, efectivamente mudar o rumo das coisas? Talvez algumas das actuais tendências, que David Bornstein e Susan Davies (no livro Social Entrepreneurship: What Everyone Needs to Know) nos ajudam a identificar no nosso mundo 2.0 , incentivem os mais cépticos a tomar a adecisão de passar a a fazer diferente.

O que se passa no mundo 2.0

Sim eu posso!

A facilidade no acesso à informação e à tecnologia e as possibilidades que esta realidade permite em termos de capacidade organizacional, colocam-nos perante uma nova realidade – pessoas que anteriormente não tinham o poder de causar impacto, podem agora, fazer ouvir a sua voz (seja através da defesa dos seus direitos enquanto consumidores ou a ajudar a eleger Presidentes da República) e provocar consequências;

Populoso, interconectado e a mudar constantemente!

É assim o mundo 2.0! O que exige a antecipação de problemas (e o combate dos mesmos na sua origem, antes que proliferem), bem como, a criação de novas soluções para fazer face às mudanças.

Aquecimento global: com o mal dos outros posso eu bem!

Resultante, essencialmente, do consumismo, industrialização e agricultura (no Ocidente) está a começar a bater à nossa porta. As grandes catástrofes, já não acontecem apenas nas casas (países) dos outros!

Tantas necessidades! Para onde me virar?.

Problemas ambientais, doenças infecciosas, terrorismo e crises económicas. As necessidades são tantas, que os modelos tradicionais de actuarmos já não dão conta do recado. Descentralização, cooperação, colaboração e todos ganham, terão, obrigatoriamente, de deixar de ser palavras bonitas e passar a representar estratégias de acção.

Afinal somos muitos!

No livro”The Cultural Creatives: How 50 Million People Are Changing the World” os autores defendem que existem 50 milhões de pessoas nos E.U.A. e 90 milhões, que partilham valores comuns e que entendem a sociedade e o mundo como um ecosistema interligado.

Quem aprendeu a regra de ouro?

Eu confio mais em portais como o tripadvisor, em que pessoas como eu contam as experiências vividas, do que nos websites dos hotéis! Se eu penso assim, será que as outras pessoas não pensam também? Cada vez mais a regra de ouro (não faças aos outros aquilo que não gostas que te façam a ti), a verdadeira preocupação com o bem dos outros e o assumir das responsabilidades, vão ditar o sucesso no mundo dos negócios!