Great reset: the Florida way to constructive capitalism!

I’ve finished reading the book “The Great Reset: How New Ways of Living and Working Drive Post-Crash Prosperity” where I could find important contributions to constructive capitalism. I feel myself obliged to share with you some of Richard Florida thoughts.

Governments role

“Meaningful recovery will require a lot more than government bailouts, stimuli, and other patchwork measures designed to resuscitate the old system or to create illusory, short-term upticks in the stock market, housing market, or car sales.”

“Government spending can’t be the solution in the long run…it simply lacks the resources to generate the enormous level of demand needed to power sustained growth.”

“We need to revamp our governmental institutions and governance structure…with less authority at the top and more at the local and regional levels.”

Great Resets

“They are the great transformative moments when new technologies and technological systems arise, when the economy is recast and society remade, and when the places we live and work change to suit new needs.”

“The challenge is to accelerate the transition from the old to the new order…”

“Our efforts must concentrate on actively building the economy of the future. Instead of infusing scarce capital into the very banks and financial system that brought us to the brink in the first place…”

“…and instead of bailing out mismanaged old-economy companies, we must use whatever resources are available to accelerate the transition to an idea-driven economy…”

People, ideas and opportunites

“…we all have something we’re good at, our own creative spark, and there’s little in life more satisfying and rewarding than the chance to exercise that talent. The real key to economic growth lies in harnessing the full creative talents of every one of us.”

“The key is to expand the very concept of a social safety net, from one that provides just material well-being to one that provides real opportunity for every person.”

“We need to increase the velocity of moving people, goods, and ideas.”

“We need to support the growth of higher-paying knowledge, professional and creative jobs, and make sure that greater numbers of workers are prepared for them.”

Learning 2.0

“We need a learning and development system that is sync with the new creative economy.”

“We need a system of learning and human development that mobilizes and harnesses human creative talent en masse.”

Capitalismo Construtivo – para sair da crise

A crise que actualmente vivemos apresenta traços semelhantes às ocorridas em 1873 e 1929 (crise na banca causada por: hipotecas insolventes e intrumentos financeiros complexos) que, tal como nos relata Richard Florida, no seu mais recente livro “The Great Reset: How New Ways of Living and Working Drive Post-Crash Prosperity“, estiveram relacionadas a práticas e sistemas antiquados e organizações desenquadradas com o seu tempo.

Ainda Segundo Florida, os períodos pós-crise costumam ser de grande inventividade, e culminam com a criação de uma nova economia mais condizente com a realidade das pessoas.

“Os E.U.A. e outras nações avançadas aprenderam uma lição crítica: uma força de trabalho competente e talentosa é uma pedra angular da competitividade económica. Espírito de iniciativa, motivação e vontade de trabalhar deixaram de ser suficientes. O questionamento e a análise, o conhecimento e a inventividade…(são) as ferramentas necessárias ao mundo moderno.” (Florida, 2010)

Para Florida, as áreas da educação e da investigação (para além dos negócios e da gestão; artes, entretenimento e mídia; finanças) são dos sectores cruciais para o crescimento económico, sustentando a sua afirmação em dados concretos sobre os passos que foram dados para sair das duas grandes crises económicas anteriormente citadas:

Crise 1873
• Criação, por Thomas Edison do “laboratório” Edison Electric Light Company (1876)
• Lançamento do primeiro curso de engenharia elétrica no MIT (1882);
• Nos E.U.A., o número de escolas de engenharia passou de seis (1862) para cento e vinte e seis (1917). O número de graduados cresceu de 100 (1870) para 4.300 no final da primeira Guerra mundial;

Crise 1929
• Nos E.UA., entre 1929 e 1933 foram criados 73 laboratórios de investigação e desenvolvimento (durante a a década de 1920 foram criados 66);
• O número de pessoas a trabalhar em investigação e desenvolvimento, nos E.UA., quadriplicou: 7000 (1929), 28000 (1940);
• A percentagem de americanos que concluiu o liceu passou de 20% em 1920, para 50% em 1950.
• Em 1940, cerca de 500.000 americanos frequentavam a Universidade, em 1960, eram mais de 3.5 milhões. Em 1970, eram 7.5 milhões (40% dos adultos com idade para frequentar a Universidade) e, em 1990, quase 17 milhões.

Complementarmente a estes dados, devemos ter consciência que os trabalhadores da nova economia (do conhecimento e da criatividade), necessitam adquirir novas competências, tais como:

Competências Analíticas – Reconhecimento de padrões, resolução criativa de problemas;

Inteligência social – Sensibilidade situacional e poder de persuasão (necessários para a criação e mobilização de equipas)

Estamos colocados perante a realidade de ter que construir um novo capitalismo (o capitalismo construtivo), o que implica mudar (organizações, práticas e sistemas) tudo o que já não se adequa à realidade do mundo em que vivemos e, garantir que o empreendedorismo construtivo (porque se adequa às reais necessidades das pessoas) ganhe uma Dinâmica cada vez maior.

Face ao acima exposto, penso que se torna cada vez mais evidente que é crucial o aparecimento de ecossistemas que juntem várias organizações ligadas à investigação, à educação e à prática de negócios , que sejam responsáveis pelo desenvolvimento de propostas de novos modelos (de negócio, organizacionais e de governance), que tragam vantagens competitivas (efectivas) às pessoas e organizações que abracem a prática do capitalismo construtivo.