Amazone-se pela minha loja

Não sei se já repararam mas na minha nova página do blog My Recomendations, tenho agora uma loja minha. Apesar de estar sediada nos servidores da Amazon, sinto-a verdadeiramente como minha. Este é um bom começo de capitalismo construtivo. Lançando esta estratégia, adequada ao público do século 21, a Amazon identificou uma excelente oportunidade de negócio e passo a explicar porquê:

1- Todos nós gostamos de partilhar com os outros aquilo que andamos a fazer, o que andamos a ler ou que presentes gostaríamos de receber;

2- Quando queremos fazer uma compra, ou tomar uma decisão, confiamos muito mais no aconselhamento feito por pessoas iguais a nós, do que na informação que uma empresa nos tenta passar (em forma de publicidade);

3 – Disponibilizando-nos uma plataforma (de criação da nossa loja) user friendly permite que seja muito fácil partilharmos aquilo de que gostamos (algo que no meu caso já vinha querendo fazer há algum tempo);

4- Quando as pessoas confiam na opinião de quem tem a loja, permite que facilmente se possa adquirir o produto pretendido e, a quem partilhou, que possa receber algum (ainda que uma pequena percentagem) dinheiro, ou seja, remunera o espírito de partilha.

As “nossas lojas” possuem estas excelentes características, mas a meu ver podem ainda melhorar em dois aspectos:

1- Disponibilizar uma informação mais completa quando clicamos num item;

2- Disponibilizar um serviço semelhante ao da TOMS Shoes (por cada livro comprado oferta de um outro para entidades como a Room to Read) que permita aos “donos da loja” fazer a doação directamente. Aí sim, seria capitalismo construtivo na sua máxima expressão.

Muda de vida…

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A inovação quando pretende ser mais do que uma buzzword, que fica bonita nos relatórios de sustentabilidade, tem que significar mudanças efectivas. O que estamos dispostos a fazer?

- Estamos disponíveis para ser uma organização de bem, que pratica o capitalismo construtivo?
- Estamos a dedicar o tempo devido à selecção das pessoas com quem devemos trabalhar, ou apenas estamos atentos a ver quem preenche devidamente todos os parâmetros do currículo no formato XPTO?
- Estamos dispostos a democratizar a liberdade de pensar dentro das nossas organizações?
- Estamos a pensar em como criar os canais para que pessoas que tenham boas ideias possam fazê-las chegar aos locais certos? E depois, ajudamo-las a colocar as ideias na prática?
- Estamos dispostos a deixar de olhar para o relógio e passarmos a olhar para os resultados?
- Quando propomos algo às pessoas que trabalham connosco pensamos em não quebrar a “regra de ouro”? E quando oferecemos um novo produto ou serviço?
- Estamos disponíveis a ouvir cada vez mais os nossos clientes, e a perceber quais são os seus desejos, necessidades e sonhos?

Antes que a Brisa vire tempestade

Ao ouvir a notícia de que a Brisa se prepara para substituir os seus portageiros por máquinas de pagamento automático, dois pensamentos me vieram à cabeça:

1- Cada vez mais, é uma realidade que os trabalhos rotineiros irão ser substituídos ou por tecnologia ou por mão-de-obra mais barata. Assim, somos os principais responsáveis em garantir que nós e o trabalho que realizamos não é facilmente substituível.

2- Uma vez que os seus lucros estão em alta (graças a todos nós, cidadãos portugueses), nos primeiros tempos de implementação desta medida, a Brisa poderia investir algum do dinheiro que irá poupar em despesas com funcionários, numa bolsa de apoio ao empreendedorismo e à criação do próprio emprego das pessoas que irão ser dispensadas.

Mais e melhor…e diferente

Em tempos de crise torna-se lugar comum ouvir várias pessoas (sobretudo políticos e empresários) dizer que é agora tempo de fazer mais e melhor com menos. Eu atrevo-me a sugerir que se deve fazer diferente, para fazer mais e melhor! Aqui ficam algumas sugestões.

Antes que seja inevitável pensar em dispensar colaboradores, porque não:

- Utilizar o modelo dos 20% da google;

- Aproveitar a inteligência colectiva dos colaboradores, para refundar o seu negócio, tal como fizeram na Hamakua Springs Country Farms

- Testar o modelo ROWE na sua organização;

- Dedicar algum tempo a pensar como transformar o modelo de negócio actual, num modelo de capitalismo construtivo, ao estilo da Threadless. Em que a comunidade de clientes funciona como designers de produto, compradores e o melhor meio de promoção da empresa e das suas t-shirts.

-Tal como a Procter & Gamble, criar um modelo que torne a inovação uma parte integrante da cultura organizacional

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Temos Doutores a mais?

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Ouço demasiadas vezes esta frase ser proferida (a meu ver de forma infeliz) por pessoas que se pretendem referir à falta de mão-de-obra qualificada para executar tarefas eminentemente práticas e de cariz repetitivo (uma vez apreendidas as principais técnicas de execução o trabalho vira rotina). Geralmente tal afirmação vem acompanhada de uma outra que diz que existe um número cada vez mais crescente de desempregados com título académico, que se tivessem apostado numa dessas profissões não teriam perdido o seu tempo a estudar para o desemprego.

Não vou afirmar que não exista falta deste tipo de profissionais, mas o que pretendo alertar é que no século 21 as exigências do mundo do trabalho são outras, pelo que, também este tipo de profissionais irão necessitar de ter uma preparação diferenciada. À formação técnica específica será necessário, por exemplo, irmos juntando conhecimentos de informática, comunicação interpessoal, gestão de projectos em rede e de marketing e relações públicas.

Certamente que nem todas as formações atribuirão títulos académicos, no entanto, todas devem ser de qualidade, estar enquadradas com os nossos objectivos e respeitar “andragogicamente” a nossa individualidade.

Não nos esqueçamos que devemos ser capazes de fazer a diferença, caso contrário a escolha dá-se exclusivamente ao nível do preço.

A opção é individual! Eu? Eu? Irei estudar todos os dias!

Quem vai para a guerra, prepara-se em terra!

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Falar de empreendedorismo envolve paixão, mas não só. Por muito que nos custe a nós espíritos empreendedores, uma boa ideia não é por si só suficiente. Tal como repetidamente Seth Godin afirma, é preciso produzir, entregar produtos que as pessoas queiram comprar. Ou seja uma boa implementação.

Atrevo-me a acrescentar que para uma boa implementação é fundamental uma forte preparação.

Devemos conhecer os comportamentos das pessoas, as suas necessidades e motivações. Devemos estudar a fundo, os casos de sucesso do século em que vivemos (das mais variadas áreas de negócios), mas também, os projectos que correram menos bem (que nos podem dar os melhores ensinamentos sobre o que não devemos fazer ou algo que pode ser feito de uma maneira melhor).
Sem estes conhecimentos não devemos avançar com os nossos projectos!

Defendo que devemos estar constantemente apaixonados pelo que fazemos, no entanto, apenas se formos bons a fazer algo que irá satisfazer a necessidade de pessoas como nós, poderemos manter a paixão acesa!

Brasil ideias mil

Acabei de chegar do Brasil, onde realizei uma série de encontros com o intuito de começar um processo de reflexão sobre a aprendizagem do profissional do século 21. Acredito que neste campo, Instituições de Ensino Superior e Organizações da Sociedade Civil devem caminhar lado-a-lado pois serão as grandes vencedoras dos avanços que se venham a conseguir.

Nesse sentido, conversei com Directores de Empresas, Responsáveis de Educação Corporativa, Responsáveis de Universidades, Professores Universitários, Responsáveis pela Criação de Conteúdos inovadores aplicados à aprendizagem ao nível da educação corporativa.

Visita Academie Accor/Ticket - Raphael Rodrigues, Edna Bedani, Miguel Trigo, Eugênio Lovato e Roberto Baungartner

Visita Academie Accor/Ticket - Raphael Rodrigues, Edna Bedani, Miguel Trigo, Eugênio Lovato e Roberto Baungartner

Aprendi muito, e espero em breve poder fazer parte de um grupo que apresente propostas que ajudem a aumentar o reconhecimento da educação corporativa (construída em parceria por IES e Organizações) como um dos pilares importantes para o desenvolvimento da sociedade.

Vim mais rico e com ideias mil! Com a certeza de que o Brasil e Portugal ainda muito podem construir em conjunto. Só não podemos esquecer que, para dar certo, os parceiros têm de ser, simultaneamente, interessados e interessantes.

O que podemos obter com 20% do tempo de trabalho?

No meu último post falei da experiência que tenho tido como utilizador do Google goggles. Neste post, quero partilhar convosco o que pode acontecer quando se dá autonomia no trabalho.

Sabem como aparecem produtos como o googles?

Se calhar é através da definição de uma data de tarefas que o Chefe do Departamento apresenta aos seus subordinados, como tendo de ser cumpridas naquela semana!

Ou talvez não!

E, já agora, se ao goggles juntássemos o gmail e o google translate…

A google tem sido bastante transparente a deixar-nos conhecer os segredos do seu sucesso.

– Certamente que a sorte (ou destino, conforme queiram chamar) teve um papel importante. Foi preciso que duas pessoas brilhantes se tivessem encontrado…mas, nem todos conseguem fazer com que juntar pessoas brilhantes seja sinónimo de criar equipas de trabalho que apresentam resultados em prol de uma organização. Isso já não é sorte!

- A google é uma das melhores empresas para se trabalhar…e de quem é a culpa? Na sua origem, certamente do Larry Page e do Sergey Brin que, desde início, atribuíram extrema importância à forma como devem ser seleccionadas as pessoas que entram na empresa;

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- A Google está atenta às necessidades das pessoas (às vezes ainda antes delas próprias terem total consciência dessa necessidade)! Como surge o google search?

Quando a quantidade de conteúdos disponibilizados na Web começava a ganhar cada vez mais volume, os dois co-fundadores, perceberam a necessidade crescente, que as pessoas iriam ter, de acederem à informação de uma forma mais fácil e estruturada.

A partir do google search, a Google, tem aproveitado os dados resultantes da inteligência colectiva e tem apresentado novos produtos que respondem a novas necessidades identificadas;

- Os grandes líderes, identificam-se pelas suas acções e não apenas pelas suas palavras e pela forma como utilizam o Ego a seu favor.

Mais uma vez os co-fundadores da empresa mostraram o seu brilhantismo ao reconhecerem necessitar de um CEO mais experiente quando os horizontes da empresa se começaram a expandir. Esta decisão é também excelente em termos de estratégia de sustentabilidade da empresa. Larry (Presidente, Produtos) e Sergey (Presidente, Tecnologia) focam-se naquilo que são melhores e no que cria valor para a Google;

Por falar em criar valor para a Google…a resposta à questão

Sabem como aparecem produtos como o googles?

Está numa excelente medida de gestão (anteriormente aplicada por empresas como a 3M e a W.L.Gore)!

Todos os colaboradores da empresa são obrigados a dedicar 20% do seu tempo de trabalho, a fazer aquilo que gostam.

Resultado:

Pessoas brilhantes + Autonomia (e paixão no trabalho) = goggles, gmail, etc.

Supremamente faze

Se vou estudar…então terei que ter a melhor experiência do mundo. Sou responsável por conseguir sentir-me realizado enquanto estudante. Os mínimos são atingidos por todos! Os livros e artigos que leio, os vídeos que assisto, levam-me a construir o meu mapa de aprendizagem, juntemos a paixão por aprender e diferencio-me dos outros.

Se vou certificar a minha organização…tenho que perceber que esses são os mínimos exigidos para estar no mercado. A qualidade que vai fazer a diferença para a minha sustentabilidade a longo prazo é a forma como os meus serviços/produtos conseguem responder às necessidades/desejos dos meus clientes.

Se crio uma organização…devo aproveitar ao máximo o conhecimento e a paixão que as pessoas podem aportar.

Quanto Faças, Supremamente Faze

Quanto faças, supremamente faze.
Mais vale, se a memória é quanto temos,
Lembrar muito que pouco.
E se o muito no pouco te é possível,
Mais ampla liberdade de lembrança
Te tornará teu dono.

Ricardo Reis, in “Odes”
Heterónimo de Fernando Pessoa

Autonomia

Esta é uma palavra, ou melhor, um conceito com o qual me tenho cruzado bastantes vezes nas últimas duas semanas.

Autonomia no trabalho
Conceito sobre o qual tenho investigado bastante e que empresas como a W. L. Gore, Semco, Best Buy, Google, Atlassian, Zappos, SEI Investments, Favi e Meddius, ajudam a comprovar que quando escolhemos extremamente bem as pessoas que deixamos entrar, na nossa organização, e lhes damos autonomia para atingirem resultados, fazendo aquilo que sabem, podemos obter lucros (tangíveis e intangíveis) muito interessantes.

Autonomia na aprendizagem
O mundo 2.0 necessita de uma aprendizagem 2.0. Bem-vindos ao conceito da heutagogia (a “pedagogia” dos que aprenderam a aprender). Num mundo marcado pela mudança constante, a incerteza e a facilidade no acesso à informação, temos que ser cada vez mais responsáveis pela nossa educação.

Autonomia=motivação
Segundo Daniel Pink, no seu livro “Drive”, este é o principal motivador (além da “mestria” e propósito) nas áreas da criatividade e da inovação, em contraponto aos prémios monetários face à obtenção de resultados (quando falamos de tarefas repetitivas estilo linha de montagem).

Autonomia para fazer diferente
Diariamente o Seth Godin inspira-me a olhar, pensar e a agir de forma diferente. No estado do Maryland foi aprovado um novo estatuto jurídico para empresas a”For-Benefit Corporation”. A Jacqueline Novogratz, demonstra, diariamente, que podemos, e devemos, associar a caridade com a gestão. No seu livro “Creativity Unlimited”, Micael Dahlén defende que a melhor maneira de inovar nos negócios é pensando dentro da caixa.

Autonomia para fazer a diferença
Projectos como o Acumen Fund e Toms Shoes, mostram como fazendo diferente, podemos fazer a diferença na vida de milhares de pessoas!

E nós?
Estamos preparados para exercer a nossa autonomia?