A minha pátria é a língua portuguesa

A minha pátria é a língua portuguesa

Estou a escrever este post uns dias após ter terminado mais uma visita ao Brasil.

Foram:

- 40 dias e 39 noites;

– Milhares de km percorridos (por ar e terra);

- 8 Estados visitados (Amazônia, Ceará, Distrito Federal, Paraná, Pernambuco, São Paulo, Rio de Janeiro e Rondônia);

- 8 cidades visitadas (São Paulo, Foz Iguaçu, Brasília, Manaus, Porto Velho, Recife, Fortaleza e Rio de Janeiro);

- Reuniões com Secretário de Estado de Educação Superior e com a Presidente do Inep;

- Cerca de 50 reuniões e visitas a organizações (Parques Tecnológicos, Universidades e outras Instituições de Ensino Superior, 1 Universidade da Terceira Idade, 2 barragens hidroelétricas, Embaixada de Portugal em Brasília, Start Ups, Google Brasil, Ticket Brasil, etc.);

- 3 palestras (Manaus, Porto Velho e Rio de Janeiro);

- 1 jantar na Academia do Bacalhau (Brasília);

- 2 dias de praia.

Foi também a oportunidade de rever alguns amigos e conhecer pessoas fantásticas que me receberam de forma espetacular e que demonstraram vontade em trabalhar na construção de projetos conjuntos.

Mas, foi principalmente uma oportunidade para aumentar a minha crença de que existe ainda muito trabalho a ser realizado em parceria por organizações da língua portuguesa.
Acredito que essa união será benéfica para uma maior presença no mundo global.

Haja a capacidade das organizações se respeitarem nas suas diferenças, encontrarem formas de juntarem suas forças e sempre estarem lutando para ser interessantes e interessadas.

Eu procurarei fazê-lo. Espero conseguir ser suficientemente interessado e interessante para conseguir reunir os parceiros interessados e com eles construir projetos interessantes.

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Fidelizar o cliente

Fidelizar o cliente não é obra do acaso, é um processo de conquista!

Tudo começa com um produto de boa qualidade, a que obrigatoriamente se adiciona um serviço (focado no cliente) de altíssima qualidade e que se constrói através de ações muitas vezes inesperadas.

Vejam o que se passou comigo:

Emagreci bastante (por opção e força de vontade), o que me trouxe a necessidade de trocar os tamanhos da minha roupa. Pela razões acima mencionadas, sou cliente da Carolina Herrera (desculpem a publicidade, mas quem trabalha bem deve ser louvado), e quando lá fui comprar roupas novas disseram-me que poderia levar os meus fatos (ternos para quem me está a ler no Brasil) para apertar.

Hoje decidi fazê-lo, fui à Carolina Herrera do El Corte Inglês (Vila Nova de Gaia) e não só me estão a apertar os fatos (ternos), como também se responsabilizaram pelo pagamento de metade dos arranjos.

Infelizmente esta atitude, de preocupação com o bem estar do cliente, não é tão usual como devia. Ninguém me mandou emagrecer e, (no senso comum) apertar os fatos (ternos) seria um problema apenas meu.

Mas não, a marca da qual eu sou cliente resolveu preocupar-se comigo.
Valeu a pena?
Se eu já era fiel, a partir de hoje serei mais ainda.

Empreendedorismo Serviço ao Cliente

Empreendedorismo deverá assentar num exemplar serviço ao cliente. Num post recente sobre empreendedorismo integrado, abordei a questão do empreendedorismo e na ocasião afirmava que, para ter sucesso competitivo, qualquer projeto empresarial necessita de se focar nas pessoas.

Acredito, vivamente, que se a empresa fizer tudo para se tornar numa “empresa de serviço ao seu cliente” ela irá ser uma empresa de sucesso!

De duas leituras recentes, partilho convosco uma “lista faça você mesmo” de boas práticas de quem já é uma “empresa ao serviço do cliente”.

Do Livro I Love You More Than My Dog: Five Decisions That Drive Extreme Customer Loyalty in Good Times and Bad

Empresas ao Serviço do Cliente, tomam 5 decisões fundamentais:

Acreditam nos consumidores!
Acabando com regras e políticas complicadas que, criam burocracias e erguem barreiras entre elas e os consumidores;

– Qual o grau de confiança depositado no serviço ao cliente que, lhes permite tomar decisões para o bem do consumidor?

– Todas as regras são necessárias?

– O seu processo de selecção é suficientemente rigoroso que lhe permita ser livre para confiar nas pessoas que contrata?

– A sua empresa possui uma relação intrínseca de confiança com os clientes?

Possuem propósitos claros e, apresentam-nos de forma transparente!
Investindo tempo para definir claramente o que se pode esperar da empresa. Esta deve ser a razão pela qual os clientes a escolhem.

– As suas acções vão ao encontro dos seus propósitos?

– Se perguntar a 10 pessoas quais são os propósito da sua empresa, quantas respostas receberá?

– Os clientes contam a sua história?

– Selecciona colaboradores capazes de “servir” de acordo com os seus propósitos?

– O que é que condiciona a tomada de decisão num sentido e não noutro?

Decidem ser reais!
A relação é entre pessoas que partilham os mesmos valores e que percebem as fraquezas, peculiaridades e espírito de cada uma.

– Enquanto cliente, teria vontade de lêr os seus contratos, mensagens e contas?

– Como são saudados os clientes quando ligam para a empresa?

– As pessoas são guiadas ou recebem um guião que têm de seguir?

– Discute clientes ou contratos? Políticas de segurança ou família?

Decidem estar presentes!
O que aumenta o trabalho pois, implica estar sempre a “pesquisar” onde o cliente precisa de nós, nas condições por ele determinadas.

– Começam pelo cliente e não pelo produto.

– Procuram imaginar a vida dos seus clientes.

– Compreendem a vida dos clientes e conseguem propor melhorias.

– São claras no seu propósito de entregar soluções adequadas à vida dos clientes.

– Constroem a sua experiência a partir do ponto de vista do cliente.

– Os clientes podem confiar nas sua práticas e operacionalização.

– As suas reuniões são passadas a discutir a vida dos clientes e não objectivos de vendas.

Decidem pedir desculpa.
A forma como uma empresa reage na adversidade reflecte o seu humanismo e mostra a sua verdadeira identidade. Graça e sabedoria fazem-nas aceitar a sua responsabilidades, sem fugas nem ripostar com acusações. Um bom pedido de desculpas serve para reatar a ligação emocional com os clientes.

– Ser genuíno.

– Restaura a confiança de estar associado a si.

– Honrar aqueles que foram prejudicados.

– Apresentar explicações para o sucedido e trabalhar na resolução do problema.

– Ser gentil e humilde.

Ensinam através dos exemplos que dão!
Ao tomarem as decisões que tomam.Focam-se no momento de contacto com os clientes.

– Adoram “trabalhar no duro” para não perderem a sua personalidade nos produtos que vendem e no serviço que prestam.

– As interacções com o cliente são óptimas oportunidades para a sua personalidade vir ao de cima.

– Passam por altos e baixos, mas, não têm problemas em partilhar as suas falhas com os clientes.

Do Livro Delivering Happiness: A Path to Profits, Passion and Purpose

Para criar uma EMPRESA DE SERVIÇO AO CLIENTE siga estes 10 passos

1. O serviço ao cliente é responsabilidade de todos.
2. Transforme a expressão WOW num verbo que faz parte do vocabulário diário da empresa.
3. Confie e dê força aos colaboradores responsáveis pelo serviço ao cliente.
4. Não faz mal “despedir” clientes “insaciáveis” ou que abusam dos colaboradores.
5. Não meça a duração das chamadas telefónicas. Não force os colaboradores a vender. Não crie guiões para o atendimento telefónico.
6. Não esconda o seu número de telefone.
7. Veja cada chamada telefónica como um investimento na construção de uma marca de serviço ao cliente e não como um gasto que é preciso minimizar.
8. Conte histórias de experiências WOW a toda a gente na empresa.
9. Encontre e contrate pessoas que são apaixonadas por servir o cliente.
10. Ofereça um serviço excelente a toda a gente: clientes, colaboradores e vendedores

Bom por agora é tudo. Vou tratar de criar os meus próprios serviços WOW!

Empreendedorismo integrado

Pediram-me para fazer a abertura e o encerramento de uma sessão sobre empreendedorismo, a decorrer amanhã na Universidade Fernando Pessoa.

O que vou dizer?

Simplesmente isto:

Do Gary Vaynerchuck

e do seu livro Crush It!: Why NOW Is the Time to Cash In on Your Passion (Vencer na vida fazendo o que mais gosta! – versão portuguesa)

Para saber se deve ser empreendedor coloque a si próprio as seguintes questões:

1 – Está feliz com o seu emprego actual?
2 – O seu empregador permite que tenha uma imagem pública? Permite construí-la durante o seu horário de trabalho?
3 – Não permite fazê-lo no horário de trabalho, mas permite nos seus tempos livres?

Se respondeu não, às questões 2 e 3 avance a toda a velocidade, crie o seu negócio.

Se avançar e decidir ser empreendedor é importante respeitar 3 regras:

1 – Ame a sua família!
2 – Trabalhe arduamente!
3 – Viva a sua paixão!

Do Miguel Trigo

1 – Foque-se nas pessoas. Descubra as suas necessidades/os seus desejos não atendidos.
2 – Desenvolva e venda produtos/serviços que dão resposta às necessidades e desejos das pessoas.
3 – Foque-se nas pessoas. Construa um excelentíssimo serviço ao cliente!

Querem saber mais?

Perguntem-me como, amanhã na UFP.

O dinheiro traz felicidade

O dinheiro traz felicidade!

Sim, se for bem gasto, não tenho dúvidas em afirmá-lo!

Assim, se tiver sem ideias de como o gastar, aqui ficam duas propostas:

1. Criar/associar-se a um movimento que potencie o emprego de jovens, através da criação de empresas sociais que ajudem a melhorar um dos problemas da sua comunidade local.

2. Atribua, a si próprio(a), uma bolsa de investigação aplicada e, invista o seu tempo a ajudar as empresas sociais (que ajudou a criar) a garantirem a sua sustentabilidade.

Se fizer isso, comprometo-me a investir o meu tempo, a ajudar a garantir a sustentabilidade da sua organização.

Capitalismo Construtivo – tem mesmo de ser?

Capitalismo Construtivo – Tem mesmo de ser?

Tenho defendido, em posts anteriores, que devemos aprender e construtir um novo tipo de capitalismo (o capitalismo construtivo). Algumas pessoas concordarão comigo e com os autores e empreendedores de quem tenho falado e apresentado alguns dos seus trabalhos. Mas, quantos dos que dizem concordar vão, efectivamente mudar o rumo das coisas? Talvez algumas das actuais tendências, que David Bornstein e Susan Davies (no livro Social Entrepreneurship: What Everyone Needs to Know) nos ajudam a identificar no nosso mundo 2.0 , incentivem os mais cépticos a tomar a adecisão de passar a a fazer diferente.

O que se passa no mundo 2.0

Sim eu posso!

A facilidade no acesso à informação e à tecnologia e as possibilidades que esta realidade permite em termos de capacidade organizacional, colocam-nos perante uma nova realidade – pessoas que anteriormente não tinham o poder de causar impacto, podem agora, fazer ouvir a sua voz (seja através da defesa dos seus direitos enquanto consumidores ou a ajudar a eleger Presidentes da República) e provocar consequências;

Populoso, interconectado e a mudar constantemente!

É assim o mundo 2.0! O que exige a antecipação de problemas (e o combate dos mesmos na sua origem, antes que proliferem), bem como, a criação de novas soluções para fazer face às mudanças.

Aquecimento global: com o mal dos outros posso eu bem!

Resultante, essencialmente, do consumismo, industrialização e agricultura (no Ocidente) está a começar a bater à nossa porta. As grandes catástrofes, já não acontecem apenas nas casas (países) dos outros!

Tantas necessidades! Para onde me virar?.

Problemas ambientais, doenças infecciosas, terrorismo e crises económicas. As necessidades são tantas, que os modelos tradicionais de actuarmos já não dão conta do recado. Descentralização, cooperação, colaboração e todos ganham, terão, obrigatoriamente, de deixar de ser palavras bonitas e passar a representar estratégias de acção.

Afinal somos muitos!

No livro”The Cultural Creatives: How 50 Million People Are Changing the World” os autores defendem que existem 50 milhões de pessoas nos E.U.A. e 90 milhões, que partilham valores comuns e que entendem a sociedade e o mundo como um ecosistema interligado.

Quem aprendeu a regra de ouro?

Eu confio mais em portais como o tripadvisor, em que pessoas como eu contam as experiências vividas, do que nos websites dos hotéis! Se eu penso assim, será que as outras pessoas não pensam também? Cada vez mais a regra de ouro (não faças aos outros aquilo que não gostas que te façam a ti), a verdadeira preocupação com o bem dos outros e o assumir das responsabilidades, vão ditar o sucesso no mundo dos negócios!

Antes que a Brisa vire tempestade

Ao ouvir a notícia de que a Brisa se prepara para substituir os seus portageiros por máquinas de pagamento automático, dois pensamentos me vieram à cabeça:

1- Cada vez mais, é uma realidade que os trabalhos rotineiros irão ser substituídos ou por tecnologia ou por mão-de-obra mais barata. Assim, somos os principais responsáveis em garantir que nós e o trabalho que realizamos não é facilmente substituível.

2- Uma vez que os seus lucros estão em alta (graças a todos nós, cidadãos portugueses), nos primeiros tempos de implementação desta medida, a Brisa poderia investir algum do dinheiro que irá poupar em despesas com funcionários, numa bolsa de apoio ao empreendedorismo e à criação do próprio emprego das pessoas que irão ser dispensadas.

” O Mostrengo”

Muitas das conversas que tenho e que ouço sobre o tema do empreendedorismo vão bater (sempre) nas mesmas teclas: a falta de cultura empreendedora existente no país e em como somos avessos ao risco. Muita da culpa destes dois chavões serem uma realidade, advém do facto de, tal como o Mostrengo, os “velhos do Restelo” estarem interessados em preservar esses mitos.

É imperioso mudar esta cultura, não foram os velhos do Restelo que proporcionaram grandes conquistas! Foram pessoas que acreditaram em fazer diferente, que se rodearam das pessoas que melhor sabiam das suas áreas e de pessoas que falharam, falharam uma, duas e três vezes até acertarem (sabiam que os falhanços fazem parte do caminho até ao sucesso).

Tal como D.João Segundo, o momento ideal para avançar é o Presente, rodeemo-nos do conhecimento necessário e enfrentemos o mostrengo!

Quem vai para a guerra, prepara-se em terra!

fabro33

Falar de empreendedorismo envolve paixão, mas não só. Por muito que nos custe a nós espíritos empreendedores, uma boa ideia não é por si só suficiente. Tal como repetidamente Seth Godin afirma, é preciso produzir, entregar produtos que as pessoas queiram comprar. Ou seja uma boa implementação.

Atrevo-me a acrescentar que para uma boa implementação é fundamental uma forte preparação.

Devemos conhecer os comportamentos das pessoas, as suas necessidades e motivações. Devemos estudar a fundo, os casos de sucesso do século em que vivemos (das mais variadas áreas de negócios), mas também, os projectos que correram menos bem (que nos podem dar os melhores ensinamentos sobre o que não devemos fazer ou algo que pode ser feito de uma maneira melhor).
Sem estes conhecimentos não devemos avançar com os nossos projectos!

Defendo que devemos estar constantemente apaixonados pelo que fazemos, no entanto, apenas se formos bons a fazer algo que irá satisfazer a necessidade de pessoas como nós, poderemos manter a paixão acesa!