Capitalismo construtivo – o mundo interconectado

Capitalismo construtivo – o mundo interconectado

Graças aos avanços tecnológicos e às consequentes mudanças culturais, o mundo em que hoje vivemos permite que, pessoas que se encontram fisicamente distantes, possam em conjunto:

- Criar conhecimento
- Partilhar pontos de vista
- Criar e partilhar informação
- Criar produtos e serviços
- Opinar sobre projectos, produtos, serviços

Esta realidade deve significar, para as organizações que se assumem como pertencentes ao capitalismo construtivo, que, ainda que, criando impacto local, deverão ser globais, no pensamento, na ambição, no recrutamento, na partilha e na acção.

Googlei

Na minha recente visita ao Brasil tive a oportunidade de visitar os escritórios da Google em São Paulo, ou seja, googlei (i.e. google+visitei). In loco pude confirmar o excelente ambiente de trabalho e alguns dos segredos do sucesso:

Primeiro mandamento… um excelente recrutamento

A Google acredita, e pratica, a máxima de que as pessoas são o seu maior activo! Não existe qualquer dúvida que, para singrar como empresa, tem de seleccionar (apenas) pessoas que querem mudar o mundo. Não é, por isso, de estranhar que um dos processos mais valorizados internamente seja o do recrutamento.

Cerca de 50% de novos colaboradores são indicados por actuais funcionários e, mesmo assim, só serão admitidos os que melhores avaliações obtiverem ao fim de 6 fases:

1. Análise do currículo
2. Entrevista telefónica
3. Entrevista ao vivo (possibilidade de serem realizadas 8 entrevistas por 8 pessoas diferentes)
4. Comité de admissão
5. Comité das Américas
6. Comité Global (Liderado pelo CEO Mundial, decide todas as contratações para o mundo inteiro)

Os googlers querem mudar o mundo

A um forte poder de iniciativa,os colaboradores da Google, juntam uma enorme paixão pela Empresa (porque a Google retribui essa paixão), o que permite que, ao enquadrarem-se numa equipa de pessoas extraordinárias, não precisem que lhes indiquem o caminho para ajudar a desenhar os mapas para o sucesso da Google. Os googlers são, ainda, pessoas flexíveis, jogadores de equipa e óptimos comunicadores.

Se as pessoas são excelentes deixem-nas trabalhar

A estrutura (matricial) da Google é muito pouco rígida, não existe um organograma definido (a régua e esquadro) e o modelo beta (tão ao jeito do google labs) é também o preferido em termos de estrutura organizacional. A cada 18 meses, surgem novos projectos, criam-se novas equipas e novos objectivos a atingir (focados na satisfação dos clientes).

A google acredita no seu processo de selecção e recrutamento, por isso, se alguém trabalha na google é porque tem valor e tem de ter caminho livre para trabalhar (e esta regra é assim desde a contratação do primeiro funcionário, antigo colega de doutoramento dos fundadores).

Ah!
1 – Não existem horários a cumprir, mas sim objectivos a atingir!
2- Os lucros são distribuídos por todos (os que obtiverem boas avaliações do desempenho) os colaboradores;
3- A avaliação de desempenho acontece nos dois sentidos e de 3 em 3 meses.

E, já agora…façam-nas sentir em casa

Comida e bebidas são disponibilizadas, de forma gratuita, a qualquer hora do dia (eu estive lá na hora do lanche e os bolos tinham um aspecto delicioso) a todos os colaboradores, bem como, massagens e aulas de yoga (em dias pré-combinados), redes baianas, consolas de jogos e mesa de snooker.

Boa vida a mais ou gestão inteligente?

Pelos resultados eu voto na segunda opção.

Miguel Trigo e C. Felix Ximenes

Miguel Trigo e C. Felix Ximenes

Obrigado ao Felix Ximenes (Director de Comunicação Corporativa da Google Brasil) pela visita guiada e à edição 143 da revista você,s/a (por me ter ajudado a relembrar alguns dos pormenores que me podiam ter escapado).

Segredos do Sucesso nos Social Media

Excelente apresentação do Alexis Ohanian, da Reedit, que em 4 minutos nos transmite algumas mensagens importantes:

1 – Faz sentido utilizar os Social Media para atrair as pessoas para as nossas causas!

2- Constructive capitalism via comunidades significa que as pessoas quando envolvidas podem garantir a sustentabilidade de um projecto ou organização, mas temos que respeitar a sabedoria colectiva até ao final!

3- Quando decidimos colocar o processo democrático em marcha, não devemos tentar mudar as regras do jogo a meio, só porque, o resultado obtido não é aquele que achamos conveniente!

Obrigado Seth Godin e amigos

Mesmo a chegar o Natal e recebo uma prenda destas! De graça!
Obviamente não poderia deixar de partilhar! Está feita a minha boa acção do dia!
Apesar de ainda não o ter lido na íntegra, um primeiro olhar levou-me a concluir que este livro está cheio de pensamentos e dicas brilhantes de pessoas brilhantes.
A sua leitura pode ajudar a que o ano 2010 corra melhor!
Leiam e digam o que acharam.

What Matters Now

Porque eu acredito no twitter

Para as Pequenas e Médias Empresas que estão a ponderar a hipótese de apostarem no twitter, aqui fica um artigo que mostra como, quando usado estrategicamente, o twitter é uma poderosa (e barata) ferramenta de estabelecer e manter contacto com os consumidores.
Olhem para estes números:

 1. A Dell Computers reconheceu que no espaço de dois anos a sua presença no twitter foi responsável por mais de 3 milhões de dólares em vendas.

2. A Startup Naked Pizza conseguiu aumentar 68% as suas vendas , num só dia, graças a uma campanha de marketing lançada no twitter.

Em quem confiam os consumidores?

Se confirmações ainda são necessárias, este estudo da Nielsen, apresenta a principal razão para as organizações apostarem na Web 2.0 – a confiança das pessoas. Setenta por cento dos 25 mil internautas/consumidores entrevistados afirmaram ter confiança nas opiniões colocadas online por outros consumidores.

Web 2.0 e a Banca

Aqui está mais um Bom exemplo de como a Web 2.0, e as suas ferramentas, transformam o mundo a cada dia que passa. Aproveitem para conhecer o Fidor Bank, através do vídeo


da apresentação feita num evento sobre social media nas empresas (Somesso).

E vocês que outros bons exemplos de utilização dos social media, por parte de organizações,  podem partilhar?