O que traz felicidade?

O que traz felicidade?

Num post anterior, defendi a ideia de que, quando bem aplicado, o dinheiro pode trazer felicidade.

Volto ao tema da felicidade, motivado pelo que Tony Hsieh (CEO da Zappos) escreveu no livro “Delivering Happiness: A Path to Profits, Passion and Purpose“, quando afirma algo parecido com isto:

Fiz uma lista dos períodos em que fui mais feliz na minha vida e, reparei que nenhum deles envolveu dinheiro…a felicidade está intimamente ligada com o aproveitar a vida…eu senti-me bem a criar, construir e a fazer coisas pelas quais sentia paixão.

Para além desta confissão por parte de alguém como Tony que vendeu 2 empresas por quantias avultadas*, outro acontecimento me leva a assumir que alcançar a felicidade não está intimamente ligada a quanto dinheiro somos capazes de amealhar, mas sim ao que somos capazes de fazer com ele, é o compromisso que Bill Gates, Warren Buffett, Michael Bloomberg e mais cerca de 40 billionários americanos, assinaram.

Nele, comprometem-se a doar mais de metade das suas fortunas para a implementação de projectos filantrópicos, que ajudem a criar um mundo melhor.

Se assim é, se ajudar a resolver os maiores problemas da humanidade traz felicidade, porquê esperar o tempo que alguns deste signatários esperaram para ir em busca da felicidade?

*em 1998 a LinkExchange à Microsoft por 265 milhões de dólares e, em 2009 a Zappos à Amazon por 1,2 biliões de dólares.

Amazone-se pela minha loja

Não sei se já repararam mas na minha nova página do blog My Recomendations, tenho agora uma loja minha. Apesar de estar sediada nos servidores da Amazon, sinto-a verdadeiramente como minha. Este é um bom começo de capitalismo construtivo. Lançando esta estratégia, adequada ao público do século 21, a Amazon identificou uma excelente oportunidade de negócio e passo a explicar porquê:

1- Todos nós gostamos de partilhar com os outros aquilo que andamos a fazer, o que andamos a ler ou que presentes gostaríamos de receber;

2- Quando queremos fazer uma compra, ou tomar uma decisão, confiamos muito mais no aconselhamento feito por pessoas iguais a nós, do que na informação que uma empresa nos tenta passar (em forma de publicidade);

3 – Disponibilizando-nos uma plataforma (de criação da nossa loja) user friendly permite que seja muito fácil partilharmos aquilo de que gostamos (algo que no meu caso já vinha querendo fazer há algum tempo);

4- Quando as pessoas confiam na opinião de quem tem a loja, permite que facilmente se possa adquirir o produto pretendido e, a quem partilhou, que possa receber algum (ainda que uma pequena percentagem) dinheiro, ou seja, remunera o espírito de partilha.

As “nossas lojas” possuem estas excelentes características, mas a meu ver podem ainda melhorar em dois aspectos:

1- Disponibilizar uma informação mais completa quando clicamos num item;

2- Disponibilizar um serviço semelhante ao da TOMS Shoes (por cada livro comprado oferta de um outro para entidades como a Room to Read) que permita aos “donos da loja” fazer a doação directamente. Aí sim, seria capitalismo construtivo na sua máxima expressão.

Zappos servir o cliente como cultura

Num post, recente defendi que, nos tempos que correm, a melhor forma de garantir o nosso sucesso é focarmo-nos no cliente. Esse é precisamente o segredo do sucesso da Zappos (recentemente adquirida pela Amazon).

Desde que tomei conhecimento da Zappos que tenho falado muito nela como um exemplo a ser seguido, por ser uma organização completamente diferente, pois todas as suas acções e decisões se centram nos clientes. E não é que este modelo de negócio está a dar excelentes resultados!

Fica aqui o artigo do Rohit Bhargava (autor do livro Personality Not Included: Why Companies Lose Their Authenticity And How Great Brands Get it Back, Foreword by Guy Kawasaki) que nos apresenta os 10 princípios que guiam todos os colaboradores da Zappos.

Para quem preferir aqui fica um vídeo (verdadeiramente inspirador) onde vários colaboradores apresentam os valores da Zappos na primeira pessoa.