Antes de que a Brisa Xire tempestade

Ao escoitar a noticia de que a Brisa se prepara para substituír os seus portageiros por máquinas de pagamento automático, dous pensamentos me viñeron á cabeza:

1- Cada vez máis, é unha realidade que os traballos rutineiras han ser substituídos ou por tecnoloxía ou por man de obra máis barata. Así, somos os principais responsáveis em garantir que nós e o trabalho que realizamos não é facilmente substituível.

2- Uma vez que os seus lucros estão em alta (graças a todos nós, cidadãos portugueses), nos primeiros tempos de implementação desta medida, a Brisa poderia investir algum do dinheiro que irá poupar em despesas com funcionários, nunha bolsa de apoio ao emprendedores e á creación do propio emprego das persoas que han ser dispensada.

” O Mostrengo”

Moitas das conversas que teño e que ouço sobre o tema do emprendedores van bater (sempre) nas mesmas teclas: a falta de cultura emprendedora existente no país e sobre como somos avessos ao risco. Moita da culpa destes dous chavões seren unha realidade, deduce do feito de, tal como o Mostrengo, os “vellos do Restelo” estaren interesados en preservar estes mitos.

É imperioso mudar esta cultura, non foron os vellos do Restelo que proporcionaron grandes conquistas! Foron persoas que creron en facer diferente, que se rodearon das persoas que mellor sabían das súas áreas e de persoas que fallan, fallaron unha, dúas e tres veces ata acertaren (sabían que os fracasos forman parte do camiño ata o éxito).

Como D. João Segundo, o momento ideal para avanzar é o Presente, rodeemo-nos do coñecemento necesario e nós enfrontamos ou mostrengo!

Quen vai á guerra, prepara-se en terra!

fabro33

Falar de emprendedores implica paixón, mas não só. Por muito que nos custe a nós espíritos empreendedores, uma boa ideia não é por si só suficiente. Tal como repetidamente Seth Godin afirma, é preciso produzir, entregar produtos que as pessoas queiram comprar. Ou seja uma boa implementação.

Atrevo-me a engadir que para unha boa implementación é fundamental unha forte preparación.

Debemos coñecer os comportamentos das persoas, as suas necessidades e motivações. Devemos estudar a fundo, os casos de sucesso do século em que vivemos (das mais variadas áreas de negócios), pero tamén, os projectos que correram menos bem (que nos podem dar os melhores ensinamentos sobre o que não devemos fazer ou algo que pode ser feito de uma maneira melhor).
Sem estes conhecimentos não devemos avançar com os nossos projectos!

Defendo que devemos estar constantemente apaixonados pelo que fazemos, Sen embargo, apenas se formos bons a fazer algo que irá satisfazer a necessidade de pessoas como nós, poderemos manter a paixão acesa!

Supremamente faze

Se vou estudar…então terei que ter a melhor experiência do mundo. Sou responsável por conseguir sentir-me realizado enquanto estudante. Os mínimos são atingidos por todos! Os livros e artigos que leio, os vídeos que assisto, levam-me a construir o meu mapa de aprendizagem, juntemos a paixão por aprender e diferencio-me dos outros.

Se vou certificar a minha organização…tenho que perceber que esses são os mínimos exigidos para estar no mercado. A qualidade que vai fazer a diferença para a minha sustentabilidade a longo prazo é a forma como os meus serviços/produtos conseguem responder às necessidades/desejos dos meus clientes.

Se crio uma organização…devo aproveitar ao máximo o conhecimento e a paixão que as pessoas podem aportar.

Quanto Faças, Supremamente Faze

Quanto faças, supremamente faze.
Mais vale, se a memória é quanto temos,
Lembrar muito que pouco.
E se o muito no pouco te é possível,
Mais ampla liberdade de lembrança
Te tornará teu dono.

Ricardo Reis, in “Odes”
Heterónimo de Fernando Pessoa