Personalização da educação

Em todos os mercados o relacionamento entre Organização e Cliente é, cada vez mais, marcado pela customização do produto/serviço às necessidades/expectativas do cliente.

Sendo a educação o bilhete de entrada para a economia das ideias em que hoje vivemos, o consumidor do século 21, que é mais conhecedor e exigente, não vai deixar de querer personalizar a sua educação. Os atuais modelos mentais que regem a sociedade, anseiam por universidades mais pró-ativas, acompanhando a revolução digital que se foca cada vez mais no setor da educação.

Se as instituições de ensino superior conseguirem dar a resposta positiva que delas se espera, estou certo que, ao contrário do que algumas vozes afirmam, desempenharão um importante papel na criação de planos de aprendizagem personalizados para cada aluno, focados:

• Na colocação das questões certas;
• Na criatividade na resolução de problemas;
• Na iteratividade;
• Na instantaneidade.

A minha pátria é a língua portuguesa

A minha pátria é a língua portuguesa

Estou a escrever este post uns dias após ter terminado mais uma visita ao Brasil.

Foram:

- 40 dias e 39 noites;

– Milhares de km percorridos (por ar e terra);

- 8 Estados visitados (Amazônia, Ceará, Distrito Federal, Paraná, Pernambuco, São Paulo, Rio de Janeiro e Rondônia);

- 8 cidades visitadas (São Paulo, Foz Iguaçu, Brasília, Manaus, Porto Velho, Recife, Fortaleza e Rio de Janeiro);

- Reuniões com Secretário de Estado de Educação Superior e com a Presidente do Inep;

- Cerca de 50 reuniões e visitas a organizações (Parques Tecnológicos, Universidades e outras Instituições de Ensino Superior, 1 Universidade da Terceira Idade, 2 barragens hidroelétricas, Embaixada de Portugal em Brasília, Start Ups, Google Brasil, Ticket Brasil, etc.);

- 3 palestras (Manaus, Porto Velho e Rio de Janeiro);

- 1 jantar na Academia do Bacalhau (Brasília);

- 2 dias de praia.

Foi também a oportunidade de rever alguns amigos e conhecer pessoas fantásticas que me receberam de forma espetacular e que demonstraram vontade em trabalhar na construção de projetos conjuntos.

Mas, foi principalmente uma oportunidade para aumentar a minha crença de que existe ainda muito trabalho a ser realizado em parceria por organizações da língua portuguesa.
Acredito que essa união será benéfica para uma maior presença no mundo global.

Haja a capacidade das organizações se respeitarem nas suas diferenças, encontrarem formas de juntarem suas forças e sempre estarem lutando para ser interessantes e interessadas.

Eu procurarei fazê-lo. Espero conseguir ser suficientemente interessado e interessante para conseguir reunir os parceiros interessados e com eles construir projetos interessantes.

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Criar Valor

Criar valor, mas como? De que forma? Estas serão provavelmente questões que se colocam à maioria de nós, cidadãos e organizações no século 21.

No que a mim me diz respeito e, no que concerne aos projetos em que me envolvo, procuro que todos eles consigam atingir o máximo grau de criação de valor construtivo, associando a criação do valor económico ao valor social e ao valor comunitário.

Valor Económico. O valor percebido como justo, por todas as partes envolvidas, em termos de retorno económico face à satisfação de uma necessidade, ao grau de envolvimento e à qualidade dos serviços e produtos oferecidos.

Valor Social. Os projetos devem apresentar contribuições para o desenvolvimento sustentável das organizações, baseado no desenvolvimento de produtos/serviços melhores para as pessoas. O que aumenta também o valor que a sociedade atribui à organização.

Valor Comunitário. Para que um projeto possa aumentar os seus níveis de sustentabilidade, deverá apresentar um componente focado no desenvolvimento da comunidade local de onde somos originários ou com que estamos a trabalhar.

Considero este, um excelente exemplo para ilustrar o que pretendo transmitir. As parcerias que a PepsiCo. vem estabelecendo com cooperativas de agricultores no México, que procuram criar:

1. Valor social: Procura desenvolver produtos mais saudáveis para os consumidores (logo para a sociedade pois vai diminuir os prejuízos causados pela ingestão de comidas com teor de gordura muito elevados); contribui para a diminuição da produção de marijuana.

2. Valor comunitário: ajudando a criar postos de trabalho nas comunidades locais e diminuindo a imigração ilegal.

3. Valor económico: para os agricultores que conseguem vender os seus produtos diretamente à Pepsi e a um preço justo; para a Empresa porque poupa em transportes e garante o acesso a produtos que cumprem os seus graus de exigência livres de flutuações nos preços.

Não sendo uma tarefa fácil, acredito que o “segredo do sucesso” para a criação de valor construtivo residirá não só na criatividade, mas também, na capacidade de criação de laços profundos de transparência, e confiança, entre todos os envolvidos e um foco nos ganhos (partilhados) a longo prazo.

Estudos de caso

Estamos no Natal, época em que tradicionalmente oferecemos prendas a quem mais gostamos. Não querendo fugir à tradição, partilho convosco alguns dos melhores exemplos de Capitalismo Construtivo.

A todos um ótimo Natal.

Umair Haque

Foi ao ler um post de Umair Haque (Director do Havas Media Lab), que pela primeira vez ouvi falar sobre Capitalismo Construtivo. Eis o que Haque defende ser este novo tipo de Capitalismo.

Estudos de Caso

Assentando na importância da iniciativa privada, Acredito que o capitalismo construtivo deverá definir-se como sendo o conjunto de práticas que conseguem criar, simultaneamente valor competitivo e valor social.

Marks & Spencer

No início do século 21, a Marks & Spencer (M&S), encontrava-se numa situação muito difícil (grande contestação por parte das comunidades onde a empresa decidiu fechar as fábricas de produção têxtil, acusações de terem sido encontrados, em frutas e vegetais que comercializava, resíduos de pesticidas prejudiciais para a saúde). Esta situação alterou-se, no momento em que decidiu adoptar a sustentabilidade como estratégia e lançou o seu “Plano A”. Neste vídeo, Mike Barry “Head of Sustainability” da M&S, explica o que é o “Plano A” e de que forma a empresa tem ganho com a sua implementação.

Plan A, Because There is No Plan B – Mike Barry, Marks & Spencer from Sustainable Brands on Vimeo.

Banco Santander Brasil

Fábio Barbosa, Presidente do Banco Santander do Brasil, demonstra nesta apresentação no evento TEDxSP 2009, de que forma os Bancos podem ser importantes atores do capitalismos construtivo.

Grameen Creative Lab

Mundialmente famoso pelo microcrédito, o prémio Nobel da Paz de 2006, Muhammad Yunus, encontra-se, actualmente, a trabalhar com algumas das mais prestigiadas empresas multinacionais (Danone, Adidas, Veolia, BASF, Intel). Juntos, através do Grameen Creative Labs, estão a criar empresas que, demonstram na prática, como a iniciativa privada pode ajudar a erradicar alguns dos principais desafios mundiais.

Riqueza na Base da Pirâmide

C. K. Prahalad era um acérrimo defensor de que só se conseguirá melhorar as condições de vida das pessoas da base da pirâmide, se lhes for permitido serem consumidores plenos, num mercado que gera valor económico ancorado no desenvolvimento de produtos e serviços que dão resposta às suas reais necessidades. No seu livro The Fortune at the Bottom of the Pyramid: Eradicating Poverty Through Profits, Prahalad apresenta vários estudos de caso de empresas como a Microsoft a GlaxoSmithKline ou a Unilever, que aceitaram o desafio e obtiveram sucesso neste de mercado de biliões de pessoas.

For-Benefit Corporations

Um modelo de empresas que começa a ganhar adeptos nos Estados Unidos da América, as “B-Corporations” usam o poder dos negócios para ajudar a resolver problemas sociais e ambientais.

Timberland Company

O Presidente da Timberland, Jeff Swartz, partilha os seus pensamentos sobre a responsabilidade de criar um capitalismo mais sustentável e, apresenta as ações que a sua empresa já desenvolve nesse sentido.

TOMS Shoes

Este é um dos bons exemplos de como o poder dos negócios pode ajudar a resolver problemas sociais. Blake Mycoskie criou uma empresa que por cada par de sapatos que vende, oferece um par a crianças que não possuem recursos financeiros para os comprar. Com este gesto, a TOMS (Tomorrow shoes) evita que milhares de crianças estejam condenadas a viver uma vida marcada por infecções graves e outros problemas sociais.

Acumen Fund

Em 2001, Jacqueline Novogratz, fundou o Acumen Fund que, juntando a compaixão característica dos projectos filantrópicos ao rigor de gestão que deve possuir um projecto vocacionado para singrar no mercado capitalista, e suporta (através do patient capital) projectos empresariais que tenham condições de transformar as realidades de milhões de pessoas.

The Boston Beer Company

A Boston Beer Company pratica a filantropia de forma estratégica, canalizando os seus recursos (finannceiros, humanos e corporativos) para criar impactos na comunidade.

IBM Corporation

Stan Litow, Vice-Presidente para a Cidadania Corporativa e Presidente da Fundação IBM, apresenta algumas das características que fazem da IBM uma empresa do Capitalismo Construtivo.

Starbucks Corporation

A experiência da Starbucks, tem demonstrado que o seu envolvimento com as comunidades não é apenas correto do ponto de vista ético, como é também uma excelente estratégia de negócio. Assim, a sua presença junto das comunidades, é uma realidade, não só, nas vizinhanças das suas lojas,www. como nas regiões onde o café que comercializa é produzido.

Um melhor capitalismo

Um melhor capitalismo é necessário e depende de todos nós. Um capitalismo construtivo, baseado em acções práticas que resultam na criação de valor competitivo e social.

Como se aproxima um novo ano em que geralmente nos comprometemos em mudar algo na nossa vida, partilho dois bons exemplos de pessoas e organizações que praticam o capitalismo construtivo.

Fábio Barbosa

Fábio Barbosa, Presidente do Banco Santander do Brasil, demonstra nesta apresentação no evento TEDxSP em 2009, de que forma os Bancos podem ser importantes atores do capitalismos construtivo.

Jeff Swartz

O Presidente da Timberland partilha os seus pensamentos sobre a responsabilidade de criar um capitalismo mais sustentável e, apresenta as ações que a sua empresa já desenvolve nesse sentido.

Estar presente!

No mundo 2.0:

Vivemos, cada vez mais, ligados à Internet
Utilizando dispositivos, cada vez mais, móveis (ex: iPad, smartphones),
possibilitando-nos
Uma maior participação (com comentários, partilhas e likes) em comunidades (a que pertencemos por partilharmos valores e interesses comuns) que,
por sua vez, nos fazem
Aumentar o acesso a informações que,
Nos ajudam a aumentar o nosso conhecimento sobre determinado assunto (através das pessoas e respectivas redes);
Nos permitem
Aumentar as nossas chances de sermos úteis a alguém (graças ao espírito construtivo com que nos envolvemos em conversas e projectos que podem beneficiar com o conhecimento que possuímos e nos disponibilizamos a partilhar)
Bem como
Tomar decisões mais informadas

Resumindo, graças à Internet e às tecnologias que hoje estão à nossa disposição, nos países verdadeiramente democráticos, temos todas as condições de sermos cidadãos mais esclarecidos e com um desejo cada vez maior que nos tratem respeitando a regra de ouro (não faças aos outros o que não gostas que te façam a ti)!

Face a este panorama, acredito ser importante que as organizações (que querem garantir a sua sustentabilidade nos tempos de crise com que nos debatemos) apareçam, mostrando que estão presentes para ajudar as pessoas a atravessar estes momentos mais difíceis.

Um bom exemplo desta postura foi o dado pela Marks & Spencer que decidiu baixar os preços aos seus produtos (sustentáveis), baixando os lucros associados às suas margens, mas permitindo aos seus clientes (que a M&S conhece melhor do que ninguém) continuarem a comprar os produtos que estão acostumadas, continuando a fazer compras mais sustentáveis.

O que traz felicidade?

O que traz felicidade?

Num post anterior, defendi a ideia de que, quando bem aplicado, o dinheiro pode trazer felicidade.

Volto ao tema da felicidade, motivado pelo que Tony Hsieh (CEO da Zappos) escreveu no livro “Delivering Happiness: A Path to Profits, Passion and Purpose“, quando afirma algo parecido com isto:

Fiz uma lista dos períodos em que fui mais feliz na minha vida e, reparei que nenhum deles envolveu dinheiro…a felicidade está intimamente ligada com o aproveitar a vida…eu senti-me bem a criar, construir e a fazer coisas pelas quais sentia paixão.

Para além desta confissão por parte de alguém como Tony que vendeu 2 empresas por quantias avultadas*, outro acontecimento me leva a assumir que alcançar a felicidade não está intimamente ligada a quanto dinheiro somos capazes de amealhar, mas sim ao que somos capazes de fazer com ele, é o compromisso que Bill Gates, Warren Buffett, Michael Bloomberg e mais cerca de 40 billionários americanos, assinaram.

Nele, comprometem-se a doar mais de metade das suas fortunas para a implementação de projectos filantrópicos, que ajudem a criar um mundo melhor.

Se assim é, se ajudar a resolver os maiores problemas da humanidade traz felicidade, porquê esperar o tempo que alguns deste signatários esperaram para ir em busca da felicidade?

*em 1998 a LinkExchange à Microsoft por 265 milhões de dólares e, em 2009 a Zappos à Amazon por 1,2 biliões de dólares.

Fazer melhor…na prática

Pelo trabalho que tem vindo a fazer, Jeffrey Hollender deve ser uma referência para quem leva a sério o desafio de querer construir um capitalismo diferente.

A relação de Hollender com a Wal-Mart, nunca foi das melhores (antes pelo contrário) muito devido às suas práticas pouco amigas para com o ambiente e com os seus colaboradores. Mas, Hollender não se limitou a criticar, disponibilizou-se para desempenhar funções (não remuneradas) de conselheiro na área da sustentabilidade, ajudando a Wal-Mart a aumentar o seu valor social.

Este vídeo, além de mostrar como uma empresa atingindo lucros pode causar impactos positivos, marca também o início de uma parceria que se estabelece porque a Wal-Mart percebeu que os tempos mudaram e que, a forma como nos posicionamos no mundo dos negócios, influenciará cada vez mais as decisões de compra dos potenciais clientes.

Gerir na prática

Como devemos gerir no século XXI?

Procuro sempre aprender com quem pratica! Richard Branson, num artigo para a revista Entrepreneur revela-nos os 5 segredos do seu sucesso:

1. Gostar do que faz
2. Crie algo que se destaque de tudo o que já existe.
3. Crie algo que todos os que trabalham consigo, se sintam verdadeiramente orgulhosos.
4. Seja um bom líder.
5. Seja um Líder visível.