Think Different…
Category Archives: Constructive Capitalism
Criar Valor
Criar valor, mas como? De que forma? Estas serão provavelmente questões que se colocam à maioria de nós, cidadãos e organizações no século 21.
No que a mim me diz respeito e, no que concerne aos projetos em que me envolvo, procuro que todos eles consigam atingir o máximo grau de criação de valor construtivo, associando a criação do valor económico ao valor social e ao valor comunitário.
Valor Económico. O valor percebido como justo, por todas as partes envolvidas, em termos de retorno económico face à satisfação de uma necessidade, ao grau de envolvimento e à qualidade dos serviços e produtos oferecidos.
Valor Social. Os projetos devem apresentar contribuições para o desenvolvimento sustentável das organizações, baseado no desenvolvimento de produtos/serviços melhores para as pessoas. O que aumenta também o valor que a sociedade atribui à organização.
Valor Comunitário. Para que um projeto possa aumentar os seus nÃveis de sustentabilidade, deverá apresentar um componente focado no desenvolvimento da comunidade local de onde somos originários ou com que estamos a trabalhar.
Considero este, um excelente exemplo para ilustrar o que pretendo transmitir. As parcerias que a PepsiCo. vem estabelecendo com cooperativas de agricultores no México, que procuram criar:
1. Valor social: Procura desenvolver produtos mais saudáveis para os consumidores (logo para a sociedade pois vai diminuir os prejuÃzos causados pela ingestão de comidas com teor de gordura muito elevados); contribui para a diminuição da produção de marijuana.
2. Valor comunitário: ajudando a criar postos de trabalho nas comunidades locais e diminuindo a imigração ilegal.
3. Valor económico: para os agricultores que conseguem vender os seus produtos diretamente à Pepsi e a um preço justo; para a Empresa porque poupa em transportes e garante o acesso a produtos que cumprem os seus graus de exigência livres de flutuações nos preços.
Não sendo uma tarefa fácil, acredito que o “segredo do sucesso” para a criação de valor construtivo residirá não só na criatividade, mas também, na capacidade de criação de laços profundos de transparência, e confiança, entre todos os envolvidos e um foco nos ganhos (partilhados) a longo prazo.
Dia de São Valentim
Dia de São Valentim olhem para mim!
Inspirado por um blog post do Sasha Dichter estou a escrever este post, com um único objetivo:
Dizer-vos que sinto que por hoje cumpri com a minha parte, no esforço coletivo de criarmos um mundo melhor (cada um contribuindo com a sua parte).
E vocês, já fizeram a vossa parte?
Estudos de caso
Estamos no Natal, época em que tradicionalmente oferecemos prendas a quem mais gostamos. Não querendo fugir à tradição, partilho convosco alguns dos melhores exemplos de Capitalismo Construtivo.
A todos um ótimo Natal.
Umair Haque
Foi ao ler um post de Umair Haque (Director do Havas Media Lab), que pela primeira vez ouvi falar sobre Capitalismo Construtivo. Eis o que Haque defende ser este novo tipo de Capitalismo.
Estudos de Caso
Assentando na importância da iniciativa privada, Acredito que o capitalismo construtivo deverá definir-se como sendo o conjunto de práticas que conseguem criar, simultaneamente valor competitivo e valor social.
Marks & Spencer
No inÃcio do século 21, a Marks & Spencer (M&S), encontrava-se numa situação muito difÃcil (grande contestação por parte das comunidades onde a empresa decidiu fechar as fábricas de produção têxtil, acusações de terem sido encontrados, em frutas e vegetais que comercializava, resÃduos de pesticidas prejudiciais para a saúde). Esta situação alterou-se, no momento em que decidiu adoptar a sustentabilidade como estratégia e lançou o seu “Plano A”. Neste vÃdeo, Mike Barry “Head of Sustainability” da M&S, explica o que é o “Plano A” e de que forma a empresa tem ganho com a sua implementação.
Plan A, Because There is No Plan B – Mike Barry, Marks & Spencer from Sustainable Brands on Vimeo.
Banco Santander Brasil
Fábio Barbosa, Presidente do Banco Santander do Brasil, demonstra nesta apresentação no evento TEDxSP 2009, de que forma os Bancos podem ser importantes atores do capitalismos construtivo.
Grameen Creative Lab
Mundialmente famoso pelo microcrédito, o prémio Nobel da Paz de 2006, Muhammad Yunus, encontra-se, actualmente, a trabalhar com algumas das mais prestigiadas empresas multinacionais (Danone, Adidas, Veolia, BASF, Intel). Juntos, através do Grameen Creative Labs, estão a criar empresas que, demonstram na prática, como a iniciativa privada pode ajudar a erradicar alguns dos principais desafios mundiais.
Riqueza na Base da Pirâmide
C. K. Prahalad era um acérrimo defensor de que só se conseguirá melhorar as condições de vida das pessoas da base da pirâmide, se lhes for permitido serem consumidores plenos, num mercado que gera valor económico ancorado no desenvolvimento de produtos e serviços que dão resposta às suas reais necessidades. No seu livro The Fortune at the Bottom of the Pyramid: Eradicating Poverty Through Profits, Prahalad apresenta vários estudos de caso de empresas como a Microsoft a GlaxoSmithKline ou a Unilever, que aceitaram o desafio e obtiveram sucesso neste de mercado de biliões de pessoas.
For-Benefit Corporations
Um modelo de empresas que começa a ganhar adeptos nos Estados Unidos da América, as “B-Corporations” usam o poder dos negócios para ajudar a resolver problemas sociais e ambientais.
Timberland Company
O Presidente da Timberland, Jeff Swartz, partilha os seus pensamentos sobre a responsabilidade de criar um capitalismo mais sustentável e, apresenta as ações que a sua empresa já desenvolve nesse sentido.
TOMS Shoes
Este é um dos bons exemplos de como o poder dos negócios pode ajudar a resolver problemas sociais. Blake Mycoskie criou uma empresa que por cada par de sapatos que vende, oferece um par a crianças que não possuem recursos financeiros para os comprar. Com este gesto, a TOMS (Tomorrow shoes) evita que milhares de crianças estejam condenadas a viver uma vida marcada por infecções graves e outros problemas sociais.
Acumen Fund
Em 2001, Jacqueline Novogratz, fundou o Acumen Fund que, juntando a compaixão caracterÃstica dos projectos filantrópicos ao rigor de gestão que deve possuir um projecto vocacionado para singrar no mercado capitalista, e suporta (através do patient capital) projectos empresariais que tenham condições de transformar as realidades de milhões de pessoas.
The Boston Beer Company
A Boston Beer Company pratica a filantropia de forma estratégica, canalizando os seus recursos (finannceiros, humanos e corporativos) para criar impactos na comunidade.
IBM Corporation
Stan Litow, Vice-Presidente para a Cidadania Corporativa e Presidente da Fundação IBM, apresenta algumas das caracterÃsticas que fazem da IBM uma empresa do Capitalismo Construtivo.
Starbucks Corporation
A experiência da Starbucks, tem demonstrado que o seu envolvimento com as comunidades não é apenas correto do ponto de vista ético, como é também uma excelente estratégia de negócio. Assim, a sua presença junto das comunidades, é uma realidade, não só, nas vizinhanças das suas lojas,www. como nas regiões onde o café que comercializa é produzido.
Estar presente!
No mundo 2.0:
Vivemos, cada vez mais, ligados à Internet
Utilizando dispositivos, cada vez mais, móveis (ex: iPad, smartphones),
possibilitando-nos
Uma maior participação (com comentários, partilhas e likes) em comunidades (a que pertencemos por partilharmos valores e interesses comuns) que,
por sua vez, nos fazem
Aumentar o acesso a informações que,
Nos ajudam a aumentar o nosso conhecimento sobre determinado assunto (através das pessoas e respectivas redes);
Nos permitem
Aumentar as nossas chances de sermos úteis a alguém (graças ao espÃrito construtivo com que nos envolvemos em conversas e projectos que podem beneficiar com o conhecimento que possuÃmos e nos disponibilizamos a partilhar)
Bem como
Tomar decisões mais informadas
Resumindo, graças à Internet e à s tecnologias que hoje estão à nossa disposição, nos paÃses verdadeiramente democráticos, temos todas as condições de sermos cidadãos mais esclarecidos e com um desejo cada vez maior que nos tratem respeitando a regra de ouro (não faças aos outros o que não gostas que te façam a ti)!
Face a este panorama, acredito ser importante que as organizações (que querem garantir a sua sustentabilidade nos tempos de crise com que nos debatemos) apareçam, mostrando que estão presentes para ajudar as pessoas a atravessar estes momentos mais difÃceis.
Um bom exemplo desta postura foi o dado pela Marks & Spencer que decidiu baixar os preços aos seus produtos (sustentáveis), baixando os lucros associados às suas margens, mas permitindo aos seus clientes (que a M&S conhece melhor do que ninguém) continuarem a comprar os produtos que estão acostumadas, continuando a fazer compras mais sustentáveis.
O que traz felicidade?
O que traz felicidade?
Num post anterior, defendi a ideia de que, quando bem aplicado, o dinheiro pode trazer felicidade.
Volto ao tema da felicidade, motivado pelo que Tony Hsieh (CEO da Zappos) escreveu no livro “Delivering Happiness: A Path to Profits, Passion and Purpose“, quando afirma algo parecido com isto:
Fiz uma lista dos perÃodos em que fui mais feliz na minha vida e, reparei que nenhum deles envolveu dinheiro…a felicidade está intimamente ligada com o aproveitar a vida…eu senti-me bem a criar, construir e a fazer coisas pelas quais sentia paixão.
Para além desta confissão por parte de alguém como Tony que vendeu 2 empresas por quantias avultadas*, outro acontecimento me leva a assumir que alcançar a felicidade não está intimamente ligada a quanto dinheiro somos capazes de amealhar, mas sim ao que somos capazes de fazer com ele, é o compromisso que Bill Gates, Warren Buffett, Michael Bloomberg e mais cerca de 40 billionários americanos, assinaram.
Nele, comprometem-se a doar mais de metade das suas fortunas para a implementação de projectos filantrópicos, que ajudem a criar um mundo melhor.
Se assim é, se ajudar a resolver os maiores problemas da humanidade traz felicidade, porquê esperar o tempo que alguns deste signatários esperaram para ir em busca da felicidade?
*em 1998 a LinkExchange à Microsoft por 265 milhões de dólares e, em 2009 a Zappos à Amazon por 1,2 biliões de dólares.
Fazer melhor…na prática
Pelo trabalho que tem vindo a fazer, Jeffrey Hollender deve ser uma referência para quem leva a sério o desafio de querer construir um capitalismo diferente.
A relação de Hollender com a Wal-Mart, nunca foi das melhores (antes pelo contrário) muito devido às suas práticas pouco amigas para com o ambiente e com os seus colaboradores. Mas, Hollender não se limitou a criticar, disponibilizou-se para desempenhar funções (não remuneradas) de conselheiro na área da sustentabilidade, ajudando a Wal-Mart a aumentar o seu valor social.
Este vÃdeo, além de mostrar como uma empresa atingindo lucros pode causar impactos positivos, marca também o inÃcio de uma parceria que se estabelece porque a Wal-Mart percebeu que os tempos mudaram e que, a forma como nos posicionamos no mundo dos negócios, influenciará cada vez mais as decisões de compra dos potenciais clientes.
Gerir na prática
Como devemos gerir no século XXI?
Procuro sempre aprender com quem pratica! Richard Branson, num artigo para a revista Entrepreneur revela-nos os 5 segredos do seu sucesso:
1. Gostar do que faz
2. Crie algo que se destaque de tudo o que já existe.
3. Crie algo que todos os que trabalham consigo, se sintam verdadeiramente orgulhosos.
4. Seja um bom lÃder.
5. Seja um LÃder visÃvel.
O dinheiro traz felicidade
O dinheiro traz felicidade!
Sim, se for bem gasto, não tenho dúvidas em afirmá-lo!
Assim, se tiver sem ideias de como o gastar, aqui ficam duas propostas:
1. Criar/associar-se a um movimento que potencie o emprego de jovens, através da criação de empresas sociais que ajudem a melhorar um dos problemas da sua comunidade local.
2. Atribua, a si próprio(a), uma bolsa de investigação aplicada e, invista o seu tempo a ajudar as empresas sociais (que ajudou a criar) a garantirem a sua sustentabilidade.
Se fizer isso, comprometo-me a investir o meu tempo, a ajudar a garantir a sustentabilidade da sua organização.
Fazer diferente
Tão antiga como a própria escola, será certamente a composição que o/a professor(a) solicita às crianças sobre as férias.
Do mesmo modo, a possibilidade de podermos construir uma sociedade melhor é tão antiga como a existência das sociedades!
Tendo dito isto, relato um dos episódios mais importantes (para mim como pai) das minhas férias.
Fui, acompanhado dos meus filhos, a uma pequena loja para comprar 6 carteiras de cromos autocolantes, de uma colecção que os meus filhos estão a fazer em conjunto (trabalhar em conjunto traz resultados mais rápidos).
Quando já estávamos no carro, a minha filha reparou que apesar de só ter pago 6 carteiras de autocolantes, a senhora da loja tinha-lhe dado 7.
Pensamento normal:
- Olha que sorte a nossa! Mesmo que a Senhora da loja tenha que pagar pela carteira de cromos, ela é que devia ter confirmado e reconfirmado!
Pequena acção pessoal que pode ajudar a tornar o mundo um pouco melhor:
-Temos de voltar à loja e das duas uma, ou devolvemos a carteira ou a pagamos!
EpÃlogo
- A minha filha foi pagar a 7ª carteira e só depois de o ter feito a pode abrir.
Toda esta história serve para quê? Para mostrar que todos temos o poder de mudar aquilo que não é o mais correcto!
Espero que na composição deste ano a minha filha relate este episódio como algo importante ocorrido nas suas férias!





